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O neoplasticismo – retas, cores e arte

O neoplasticismo foi um tipo de arte abstrata caracterizada pela forte presença de formas geométricas.

O termo foi criado por Piet Mondrian, artista holandês que lançou as bases do movimento artístico. Para Mondrian, a arte não deveria estar presa a referências figurativas nem a detalhes de objetos naturais ou formas de caráter individual (como eram as imagens de sonho pintadas no surrealismo). 

Em outras palavras, Mondrian defendia uma arte desnaturalizada. Tal pensamento era expresso na pintura através da redução das formas a apenas duas — a linha reta e o retângulo — e da limitação da tabela de coresàs cores neutras e às cores primárias. Desse modo, as obras neoplasticistas traziam apenas as cores preta, branca, azul, vermelha e amarela, além de tons de cinza.

A divulgação do neoplasticismo também ficou a cargo do próprio Mondrian. Com seu amigo Theo Van Doesburg, o artista fundou a revista “De Stijl”, publicada entre 1917 e 1928. A publicação trazia vários textos sobre a arte neoplasticista que falavam sobre as motivações por trás do movimento. 

O neoplasticismo queria apresentar um padrão da harmonia do universo, a proporção perfeita da evolução humana.

O ideal de uma arte simples e metódica é expresso no neoplasticismo pelo lema “clareza, certeza e ordem”.

A beleza devia ser demonstrada, mas de forma simples e criativa, e essa é a razão para o movimento rejeitar o uso de curvas e de espaços tridimensionais. A arte neoplasticista é feita para dar a impressão de que prossegue além da tela.

A idéia de fazer arte a partir de formas mínimas parece bastante inovadora, mas está associada a outras correntes artísticas de viés construtivista, como o construtivismo russo e o suprematismo, que também surgiu na Rússia.

Além disso, a abstração geométrica que caracteriza o neoplasticismo não surgiu com o movimento, pois já era uma tradição holandesa presente na obra do próprio Mondrian antes mesmo da criação do movimento.

Ao longo de sua trajetória artística, Piet Mondrain experimentou o cubismo de Pablo Picasso e de Georges Braque durante o tempo em que viveu em Paris.

Essa vivência é refletida na sua arte nas formas menos detalhadas que passou a pintar. Mas a grande transformação do seu estilo se deu depois que o artista conheceu Bart Anthony van der Leck e a teosofia.

Desse encontro surgiu uma nova fase na obra de Mondrian, que passou a usar as cores de maneira mais sistemática em sua pintura e a defender que a a arte era um caminho para se alcançar a harmonia universal.  

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