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Sentir-se mais para amar melhor

Podemos mudar o EU sem dor

Mudar pede Renúncia. Abrir mão dos relacionamentos tóxicos, das ideias antigas sobre si e sobre os outros, de suas verdades absolutas, dos comportamentos padronizados.

Para mudar é preciso de Perdão. A si mesmo pela dificuldade em viver no aqui e agora – mas preso ao passado ou ansiando pelo futuro.

À família e ao que lhe foi ensinado sobre quem você pensa que é. Aos relacionamentos insatisfatórios – lugar errado, hora errada, cada um com a razão, mas incapaz de compreender as razões do outro.

A mudança de atitude, diante de si e dos outros, auxilia na retomada e melhoria da autoestima.

Autoestima significa Honrar o que se sente e acreditar que se pode ter o que deseja, respeitando o ponto de evolução afetiva em que está e compreendendo que progredirá, ao final de cada etapa vivencial, quando estiver pronto.

Honrar a si mesmo significa Apoiar-se e se recusar a aceitar menos do que deseja/merece e tratar-se bem fazendo escolhas amorosas baseadas em respeito e amor-próprio.

Amor-próprio significa ter prazer em passar algum tempo sozinho. Sorrir, cuidar, abraçar, falar carinhosamente consigo mesmo.

Na maior parte do tempo, as pessoas buscam isso dos outros, esperando que venha de fora o que podem dar a si mesmas.

Dessa forma, não vivem seus relacionamentos, mas os coisificam, depositando neles expectativas do que desejam encontrar e que supra o vazio que sentem, nesse meio tempo não enxergam, não ouvem, nem sentem quem está ao seu lado. Tais atitudes intoxicam os relacionamentos.

Cuidado com o que deseja

Uma pessoa que não se sinta merecedora daquilo que deseja pode, inconscientemente, estabelecer relações em que será desrespeitada, maltratada e não apoiada, sendo deslegitimada na relação, isto é, seu parceiro dará a ela exatamente o que ela sente, em seus níveis mais profundos, que merece.

Na verdade é como se a pessoa permitisse/autorizasse o outro a trata-la mal, daí é que surgem os mitos: “amar dói” e “sofrer por amor”. Quando, na realidade, aquilo que se está vivendo não é o amor, mas uma construção baseada em mal entendidos e erros de interpretação de seus próprios sentimentos.

Palavras como Autoestima, Honra, Amor-próprio, Apoiar-se, Perdão e Renúncia precisam ser resgatadas em sua importância e significação e é necessário que venham associadas a ações autoafirmativas que as corroborem.

Do contrário quedamos paralisados em relações tóxicas e nocivas e boicotamos nossa própria evolução e realização pessoal. Este tipo de atitude desqualifica o acordo interno que uma pessoa possa ter feito consigo mesma de não mais se entregar a relações desagradáveis.

Negar-se a si mesmo o direito de ser feliz vai contra o amor-próprio, que inclui também o reconhecimento de nossos sentimentos e a expressão adequada deles.

Comece a mudança

Reconhecer seus sentimentos é admitir para si mesmo o que está sentindo. Negar não impedenov1.jpg que sentimentos como alegria, volúpia, ciúme, tristeza ou medo aconteçam. Todo sentimento é apropriado, eles manifestam o modo como se está experienciando uma dada situação e precisam ser reconhecidos e trabalhados.

Às vezes basta que a pessoa reconheça e assuma que se sente de determinada forma com algo que ocorreu no relacionamento, não é necessário fazer nada contra o sentimento, talvez nem expressá-lo. Sentimentos são como crianças, exigem ser reconhecidos por quem os fabricou. Mas se for necessário expressar-se, faça isso com respeito aos sentimentos do outro.

Diante da forte expressão se sentimentos – seus ou dos outros – é importante observar-se sentindo. Respire calmamente, não julgue os próprios sentimentos ou a si por estar sentindo aquilo. Não busque a origem de tal sentimento, não antecipe a reação do outro à sua expressão e não tenha medo da verdade de seus sentimentos.

Expressar-se adequadamente é ter a coragem de deixar a outra pessoa saber sobre como nos sentimos em relação a algo que esteja ocorrendo no relacionamento. Expressar os sentimentos é uma habilidade que pode ser aprendida.

Se uma pessoa é criticada ou julgada a cada vez que verbalizar suas preocupações, medos, ansiedades e expectativas a respeito de algo, pode, erroneamente, acreditar que o que sente é inadequado, quando o que pode estar inadequado é sua forma de expressar-se.

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