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Uma tradição curiosa

Primeiramente eu gostaria de salientar que este é meu primeiro artigo, por conta disso, quero começar falando de uma curiosa tradição maringaense, o cachorro quente prensado, conhecido também como “cachorrão”. Desejo também fazer um paralelo a respeito de outros assuntos, utilizando esse tema como linha guia, mas sem mencionar muita coisa no início, deixo a você, meu querido leitor, uma breve introdução aos meus escritos e pensamentos.

Sempre achei curiosa a forma como a alquimia da gastronomia se modifica e se aprimora ao longo da história humana, aliás, na perspectiva cósmica, à uma fração de um segundo, estávamos comendo carne crua depois de ser caçada por nossos vizinhos neandertais. Contudo, nem toda comida é suculenta ou apetitosa, assim como muitas coisas na vida, tudo depende de quem está vendo, ou seja, uma mistura de preconceitos, no sentido positivo da palavra, se é que existe um, e também de fome, porque obviamente, dependendo da sua fome, até mesmo um lanche prensado viraria algo maravilhoso.

No Paraná, bem como outras regiões do sul do nosso curioso país, após a abolição da escravatura, um grande contingente de imigrantes chegara em terras tupiniquins, trazendo consigo culturas, tradições e desejos. Muitos anos depois, ou nem tantos, tendo em vista que o fim do trabalho compulsório no Brasil foi feito tardiamente, com resistência da elite escravagista e também com muita luta de pretos escravizados, enfim, chegamos nos dias atuais, onde maringaenses, de todas as classes sociais, saem das suas casas, ou através de um aplicativo de entrega de comida, saboreiam um curioso lanche.

Fica claro para mim que a história do lanche prensado de Maringá e a paixão do cidadão dessa cidade metrópole, para com esse alimento, tem muito a contar sobre outras coisas e dessa maneira vamos caminhar para uma leve digressão sobre esse tema. Bom, para quem não sabe, o lanche prensado consiste em um pão, salsicha e molhos, sem esquecer é claro da salada. Obviamente que para quem faz estrogonofe de sashimi, o brasileiro sempre gosta de invenções duvidosas, então o lanche prensado tem uma gama, acredito eu, incontável de sabores e misturas, uma mais surpreendente que a outra.

Mas você pode estar se perguntando, por qual motivo o lanche prensado seria um problema, bom, na realidade ele é sim um problema e eu vou traçar um paralelo com a última eleição para presidência desse grandioso país.

Um sanduiche, em sua idealização inicial, partindo para uma breve caminhada histórica, consiste de pão e algum tipo de carne, realmente era algo bem simples, porém ao longo dos anos, essa maravilhosa iguaria foi se complementando, com acertos e erros. Toda a alquimia do sanduiche está ali, para que qualquer um possa ver, realmente só alguns poucos humanos gostariam de ter em sua boca, uma massa amórfica de produtos e para mim, fica claro que tanto o maringaense quanto seu lanche espetacular, estão errados.

Maringá é uma cidade muito bonita, mesmo com o seu custo de vida elevado, um cidadão pode consumir algumas vezes esse lanche, que custa em média, 12 reais, ele faz a escolha do melhor lugar que o agrada e pede seu lanche. Essa mesma cidade, teve quase oitenta porcento dos votos para o atual presidente da república, que certamente é e todos dias prova, que era o menos capacitado para o cargo. Então como vemos, o maringaense tem pelo menos gostos peculiares, seria eles o errado ou eu? Acredito que ambos, mas vamos seguir.

Esse paralelo é muito interessante, porque além de mostrar os gostos sádicos para seus futuros imediatos ou a longo prazo, também evidencia a falta de critérios para escolher aquilo que vai ser colocado à sua frente. Claro que eu não estou aqui para gourmetizar ou rebaixar determinado tipo de comida, mas acredito que um lanche que consiste de pão, uma gama muito colorida e bizarra de molhos, outros ingredientes aleatórios e uma salada que, no processo da prensagem, perde sua importância para a composição do sanduíche, que é a sua crocância, temos pontos muito negativos para o maringaense e suas escolhas.

Maringá também é conhecida por seu fascismo, durante o segundo turno, grandes caminhadas foram feitas pela cidade, claro que em um lugar onde quase a totalidade dos eleitores acabaram votando no despreparado, a massa de pessoas era composta por muito mais patetas, em um dos lados, andando em suas caminhonetes e outros carrões adesivados com a cara do mito, do que a caminhada formada por pessoas que buscavam alguém mais forte politicamente.

Então Maringá escolheu para si duas coisas para ter em seu futuro e acredito que nos próximos anos essas escolhas devam cair por terra, esse é o meu desejo mais ambicioso, o lanche prensado e Bolsonaro, duas escolhas dos maringaenses que realmente fogem da realidade de qualquer um que tenha mais ou menos dois neurônios em funcionamento no cérebro.

Porque ambos não fazem o menor sentido, a não ser que você queira algo completamente ridículo, do ponto de vista gastronômico ou político. Essa cidade, claramente formada por uma elite branca e doente, está completamente fora da realidade e eu acredito que essa insanidade, é muito por conta do lanche tosco ou do mau-caratismo, que faz com que pessoas em sã consciência, comam a pior coisa da terra e votem no pior político da história desse país.

Contudo e para finalizar, evidenciei aqui nesse paralelo os grandes erros históricos dos maringaenses, que em uma caminhada louca e por vontade própria, comem e votam em coisas que não são nada elaboradas e preparadas para satisfazer os seus desejos, realmente só uma pessoa completamente fora da realidade faria algum tipo de escolha dessas, porém acredito que em algum momento, em um lampejo de sanidade, aceitem que fizeram a escolha errada, um lanche e um presidente tosco, realmente não são as melhores escolhas para o futuro.

Os direitos autorais e pontos de vista expressos neste artigo são de responsabilidade do autor.

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